Depressão: tudo o que você precisa saber

Para se ter ideia da gravidade do problema que é a depressão, de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a doença atinge mais de 700 milhões de pessoas em todo o mundo. Desse número, 11 milhões são brasileiros. Os dados corroboram que o transtorno é responsável por um terço do total de casos de doenças não transmissíveis.

No entanto, o mais preocupante é que apenas um terço de todos os casos é diagnosticado, o que faz com que o restante das pessoas atingidas não tenha acesso ao tratamento e ao diagnóstico, o que pode agravar grandemente o caso e se refletir na taxa de suicídios.

Tristeza x depressão

Um dos motivos principais para que muitas pessoas não tenham acesso ao diagnóstico está relacionado ao fato de que a doença, muitas vezes, ainda é considerada uma tristeza passageira pelos familiares, amigos e mesmo pela própria pessoa atingida.

No entanto, é fundamental destacar que, enquanto a tristeza é um sentimento natural e esperado diante de algumas situações (como a perda de um parente ou de um emprego), a depressão é patológica, sendo caracterizada por uma tristeza que persiste por um longo tempo (superior a seis meses) acompanhada de outros sintomas físicos, cognitivos e emocionais.

Sintomas

Um dos principais sintomas da doença são as alterações no sono. Estudos comprovam que pessoas depressivas perdem a qualidade do sono, pois não conseguem ter o REM, também conhecido como o sono profundo. No entanto, outros indivíduos também podem apresentar o problema inverso, isto é, sono excessivo.

Perda de apetite, apatia caracterizada como a falta de prazer em qualquer situação que seja e diminuição do apetite sexual também são indicativos da doença, que podem vir acompanhados de ansiedade, angústia, vergonha de si, dificuldades para a tomada de decisões e desvalorização da vida.

Deve-se descarta a possibilidade de condições clínicas gerais ou uso de substâncias como causa dos sintomas depressivos.

Afinal, como tratar a depressão?

A boa notícia é que, mesmo em casos mais severos, a doença tem tratamento. No entanto, deve ser feito um esforço conjunto entre paciente, família, amigos e profissionais da saúde para que isso ocorra. A identificação de questões ou conflitos emocionais da depressão também é necessária para um tratamento eficaz.

Em alguns casos, mesmo que o processo terapêutico se inicie somente com a psicoterapia (que é essencial para vencer a doença), é necessário fazer o uso de medicamentos para restaurar a arquitetura adequada da neurotransmissão e colaborar com a remissão dos sintomas.

Vale enfatizar que esse tratamento só pode ser prescrito por um psiquiatra capacitado, uma vez que existem mais de 30 antidepressivos comercializados no Brasil, cada um com suas especificidades, prós e contras.

O tratamento pode durar alguns meses, alguns anos ou mesmo a vida toda do paciente. O importante é segui-lo a risca para se certificar que novos episódios dessa doença desoladora não irão acontecer novamente. A recorrência dos sintomas da depressão, sobretudo quando não tratada de forma adequada, é o transtorno que mais traz pacientes ao consultório de psiquiatria.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

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