Como a família deve lidar com a Síndrome de Borderline?

A Síndrome de Borderline ou Transtorno de Personalidade Borderline, ou Limítrofe, é um distúrbio mental caracterizado pela instabilidade emocional, oscilação de humor, comportamento impulsivo e inconstante, baixa autoestima e distorção da autoimagem.

Esse transtorno se manifesta mais em mulheres e pode se desenvolver em qualquer fase da vida. As principais causas para o aparecimento do transtorno são:

  • Predisposição genética;
  • Experiências traumáticas na infância ou em outras fases da vida;
  • Separação bruscas de entes queridos, seja por rompimento afetivo ou morte;
  • Bullying ou abuso psicológico ou sexual, em algum momento da existência do indivíduo;
  • Vivência de situações de terror e pânico, que deixaram marcas emocionais muito fortes e profundas;
  • Problemas neurológicos como uma disfunção cerebral em partes do cérebro que estão relacionada com as emoções, podem causar o surgimento desse transtorno.

O diagnóstico do transtorno Borderline não é uma tarefa simples, uma vez que outras condições psicológicas possuem sintomas semelhantes de ansiedade, psicose e intensidade de humor. Dessa forma, o diagnóstico deve ser realizado por um psiquiatra habilitado. O diagnóstico ocorre através de anamnese, processo que engloba entrevista sobre histórico familiar e clínico do paciente, além de avaliação psicológica, que pode incluir o preenchimento de questionários.

O psiquiatra é o profissional mais adequado para diagnosticar o quadro. Contudo, psicólogos e psicanalistas também podem ajudar ao longo do tratamento.

Como lidar com um paciente com Borderline?

A personalidade Borderline não tem cura, por isso, demanda atenção e tratamento constantes. Lidar com pessoas com esse tipo de transtorno de personalidade é complicado e exige paciência de toda a família. O primeiro passo é encaminhar a pessoa para o tratamento adequado, tanto psiquiátrico, quanto psicológico.

Junto com o tratamento psicológico, a família e os amigos têm um papel fundamental na rotina e dia a dia do paciente. Algumas mudanças de hábitos podem ajudar:

  • Ambiente familiar tranquilo: pacientes com transtorno Borderline têm dificuldade em tolerar estresse nos relacionamentos (rejeição, críticas, discordâncias) e podem, portanto, se beneficiar de um ambiente calmo em casa.
  • Mantenha uma rotina familiar: portadores do transtorno têm medo de solidão e rupturas em seus relacionamentos, uma simples viagem pode desencadear uma crise e o sentimento de abandono. Por isso, é importante manter uma rotina familiar, com contato constante com amigos e familiares, buscando reduzir o sentimento de rejeição e abandono.
  • Fique atento às falas e atitudes dos pacientes: ameaças de suicídio e automutilação devem ser encaradas com seriedade. Dê atenção à pessoa, converse e tenha um tempo só para ela, ajudando-a a entender seus sentimentos e angústias;
  • Incentive uma rotina saudável: além do tratamento psicoterápico e farmacológico, borderlines podem buscar alívio dos sintomas por meio de hábitos de vida saudável, como boa alimentação e prática de atividades físicas. Hobbies também são importantes, atividades que não são terapias, mas são terapêuticas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em São Paulo!

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